O homem é “lançado”
ao mundo, sem saber por quê. Ao despertar para a consciência da vida, já está
aí, sem ter pedido. O ser humano estabelece relações com o mundo (ambiente
natural e social historicamente situado). Para existir, o homem projeta sua
vida e procura agir no campo de suas possibilidades. Assim, move uma busca
permanente para realizar aquilo que ainda não é. Em outras palavras, existir é
construir um projeto. Tentando realizar seu projeto, o homem sofre a
interferência de uma série de fatores adversos que o desviam de seu caminho
existencial. Trata-se do confronto do eu
com os outros. Um confronto no qual
o homem comum é, geralmente, derrotado. O seu eu é destruído, arruinado,
dissolve-se na massa humana. Em vez de tornar-se si mesmo, o home torna-se aquilo que os outros desejam. O sentimento
profundo que faz o homem despertar da existência inautêntica é a angústia, pois ela revela a
nossa impessoalidade no cotidiano, o abandono do nosso próprio eu diante da
opressão do mundo como um todo.
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